“A culpa é da greve dos caminhoneiros”

“A culpa é da greve dos caminhoneiros”

– Senhor Temer, por que o povo brasileiro passou a temer tanto o astronômico custo de vida da crise do Brasil pós-greve dos caminheiros e passou sofrer tanto, apavorado dia e noite sem parar?

– Minhas preclaras e meus preclaros, eu já tenho dito em alto e bom tom, a culpa é da greve dos caminheiros. Esta é a grande, a única e a irretocável verdade. Creiam-me, sempre, acreditem na minha palavra, sem duvidar.

– É? E por que a gasolina, o óleo diesel e o gás de cozinha não baixaram de preço do jeito que foi acordado com os caminhoneiros e do jeito que foi prometido desavergonhadamente  por você a todos os brasileiros?

– Pois eu lhes digo e torno a dizer sempre, com muito orgulho, a culpa é da greve dos caminhoneiros.

– Ah, sim, é por isso que o dólar sobe tanto todos os dias, que já está nas alturas celestiais – no cume dos quatro reais – fazendo subir os preços de tudo que é necessário e vital para a sobrevivência dos brasileiros, causando medo e desespero incontroláveis? Sei! E como não consegui saber antes? Quanta ignorância, quanta burrice minha: o dólar virou a arma mais poderosa do mundo no Brasil contra os brasileiros. É a arma poderosa e indestrutível. Não há ciência, nem tecnologia, nem organização social que possam abater e destruir seu poder. O dólar virou dinamite: explode os preços, faz subir tudo com ele, só não faz subir os salários dos trabalhadores. Está certo, lá no alto as coisas ficam mais bonitas, mais puras e limpas. O mundo visto do alto é maravilhoso, só que para poucos, somente alguns selecionados conseguem chegar lá no alto por força de malas cheias de dólares. A grande maioria, quase a totalidade dos brasileiros, fica aqui em baixo rastejando, padecendo os efeitos dolorosos e terríveis dos poucos e escondidos doleiros – espoliadores e esbulhadores – que permanecem lá no alto do Planalto, vão e voltam de avião. Como o senhor, sempre temeroso,  pousando de mordomo da nobreza, explica este caos, esta tragédia brasileira?

– Antes e acima de tudo, “iluminado por Deus”, com toda minha modéstia e humildade, eu continuo acreditando na mais alta verdade e digo a todas e a todos: a culpa é da greve dos caminhoneiros.

– Então, por que você desistiu de ser candidato à presidente do Brasil?

– Por culpa da greve dos caminhoneiros, quando descobri que teria menos de 1% dos votos dos brasileiros. “Iluminado por Deus”, como sempre, percebi que deveria deixar de ser candidato. Renunciei em nome do meu grande e sempre amigo, o guapo e poderoso Meirelles.

– E por que será que o senhor e o Meirelles têm menos de 1% de eleitores?

– Ah! O grande culpado é a greve dos caminhoneiros. Uma pequena minoria fica falando tempo todo que o Brasil está indo à deriva. Ficam falando que eu, os meus ministros e os políticos que me apoiam somos incompetentes. Corruptos! Que horror!

– E por que o seu Parente saiu da Petrobras?

– Por culpa da greve dos caminheiros! Ele foi um cara exemplar, um exemplo de competência e capacidade. Só atendia os interesses dos acionistas da Petrobras e do petróleo globalizado.  Mais ninguém.

– Então, me diga Temer, quem inventou e é responsável por esse tamanho astronômico dos impostos sem fim, que nós, os trabalhadores e consumidores, pagamos e da dívida pública devoradora dos bens comuns e de todos?

– A greve dos caminhoneiros, já falei tanto!

– Temer, por que os policiais e os militares estão empurrando os seus veículos, os carros blindados, os tanques para ir ao trabalho? E os alunos, empurrando os ônibus escolares no clarear dos dias quando vão para a escola? E os doentes, os enfermeiros e os médicos empurrando as ambulâncias? Hem, Temer, porque?

– A greve dos caminhoneiros é culpada de tudo isso. Uma lição superfácil.

 

Bem, vamos deixar o mordomo Temer e passar para o cenário da mídia hegemônica e conferir o que ela escreve, fala e exibe diuturnamente.  Segundo ela, a mídia, milhões de frangos, de porcos, de bois, já morreram e vão continuar morrendo de fome por culpa da greve dos caminhoneiros. Os produtores terão prejuízos de bilhões de reais em poucos dias pelo Brasil a fora por culpa da greve dos caminhoneiros. O Brasil terá prejuízos de bilhões de reais porque não conseguiu exportar carne de frango, de porco, de gado; o Brasil deixou de fornecer soja, milho, açúcar e muitos outros produtos em matéria-prima… por culpa da greve dos caminhoneiros. Tudo o que está ruim, que está mal no Brasil pós-greve é da culpa dos caminhoneiros, segundo a mídia. Ainda outro dia um amigo meu me contou que  escutou a conversa no apartamento vizinho, muito íntima.

-Benzinho, já estamos mais de duas horas nos abraçando, beijando, totalmente nus na cama e nada ainda? O que é que está acontecendo? Fale, benzinho, sem mentir.

– Meu amor, a culpada é a greve dos caminhoneiros.

E agora Brasil, mais greve dos caminhoneiros?

E por que só dos caminhoneiros?

Os caminhoneiros mostraram o poder de guerra que possuem, quando unidos – parar o Brasil – contra as tragédias de acertos do Governo Temer com uma elite restrita, escondida nos bastidores e no subsolo do palco da história.

 

 

Quem está pagando as contas?

Quem está pagando as contas?

Antes de falar de contas e de quem as está pagando, eu preciso, e com urgência, por misericórdia e direito, que um economista sábio, não necessariamente um cientista teórico acadêmico diplomado, me responda e explique com clareza, com honestidade, com franqueza e com elevado sentimento humano, sem gaguejar, sem titubear e sem troçar, os seguintes problemas: porque a Petrobras instituiu e instalou em sua estrutura de mando e de produção as “auto-sabotagens”? Não sabe o que é isso? Não? Então, perguntando melhor: quais são as vantagens econômicas para a Petrobras e quais os benefícios para todos os brasileiros, o fato da Petrobras mandar (ou vender) grande parte do nosso petróleo, em estado de matéria-prima para  os Estados Unidos e para outros países do império dos combustíveis de petróleo, para ser refinado por lá e depois trazido de volta refinado, feito gasolina, diesel, querosene e gás? Diga para  nós, quanto custam os fretes de ida e volta, quanto custam para nós os serviços técnicos de refinação e os lucros das empresas imperialistas concorrentes dos nossos combustíveis refinados pelas nossas indústrias? Mais perguntas: porque as nossas refinarias não refinam todo o nosso petróleo necessário para abastecer inteiramente o nosso mercado, se temos total capacidade e como já refinava até outro dia?

Hoje, algumas das nossas refinarias trabalham apenas com 50% da sua capacidade total e outras, com 70% apenas – com instalações técnicas e equipamentos modernos, com quadro de profissionais altamente preparados e com altos salários – e porque a Petrobras compra combustíveis das empresas estrangeiras concorrentes a preços globalizados, determinados pelo império mundial do petróleo, se temos nosso petróleo suficiente, extraído e refinado por nós mesmos? Porque manter a ociosidade tão  elevada e cara das nossas refinarias? Tem mais, porque a Petrobras estabeleceu o preço do nosso combustível no mercado interno na cotação em dólar, se temos a nossa moeda? Porque a cada mês com a alta do dólar – quase R$4,00 – a Petrobras aumenta os combustíveis nos nossos postos de distribuição, quer dizer,  de venda?

Agora, uma pergunta política ao nosso “iluminado por Deus” – que blasfêmia horrível Temer dizer a todos que está fazendo tudo “iluminado por Deus”, um sacrilégio público, uma demência – e ao seu Parente, que não aguentou as “auto-sabotagens” que aplicou na Petrobras sob seu comando e se danou, porque manter, em cargo de direção e de assessoria na Petrobras, gente das empresas concorrentes estrangeiras, no caso real, um técnico da Shell? Quem foi que inventou e instituiu esta “outo-sabotagem” na Petrobras? Essa trapaça é de hoje ou já vem de outros tempos?

Por gentileza, caros economistas sábios e políticos de plantão, respondam, falem, digam, pelo menos uma vez na vida de vocês, a verdade verdadeira.

Na verdade e sendo honestos, nós não queremos as respostas de vocês. Nós queremos, e com direito e justiça, que vocês mudem as políticas e os programas que vocês estão impondo ao Brasil e quase a todos os brasileiros. Vocês estão nos mandando as contas para pagar. Isso, sim, vocês sabem fazer bem, para vosso (de poucos) bem.

 

“As minhas mentiras de pernas quebradas”

“As minhas mentiras de pernas quebradas”

“Minhas nobres senhoras e meus senhores sofredores! Coragem! O Brasil ainda continua grande! Com minha mais orgulhosa humildade e minha mais impávida pureza da minha alma e do meu coração, virtudes que me são permanentes e verdadeiras por natureza, venho pedir-lhes as minhas ímprobas desculpas e implorar o vosso perdão pelas promessas rigorosamente cumpridas, desde o primeiro dia no cargo mais elevado do Brasil, que ocupo com muita honra.  Promessas do bem-estar-de-todos. Só não peço desculpas e não imploro perdão somente àquela pequena minoria de donos do mercado e do mundo, os poucos satisfeitos comigo, que prometeram votar em mim se eu fosse candidato a presidente do Brasil. Não se incomodem com eles. São poucos. Quase ninguém, são menos de 1% dos brasileiros. Alguns nem brasileiros são. Mas, não é por vontade deles, e nem culpa deles, que todos, eles não, estamos sofrendo. É por culpa das minorias radicais de caminhoneiros grevistas. Por ordem deles – dos pouquíssimos donos do mundo – e vontade deles, menti tempo todo de mil e uma maneiras. E as mentiras sequer viraram verdades. Eu disse tempo todo que agora o Brasil ia melhorar. Disse que estava fazendo tudo para o bem de todos. Assim, procurei enganar a todos tempo todo e me enganei. Ninguém mais acredita em mim. Inacreditavelmente, me esqueci da inteligência e da sabedoria de vocês, daquela verdade popular científica, que vocês conhecem de cor e salteado: “a mentira tem pernas curtas”. E pior, descobri que minhas mentiras têm, além de pernas curtas, pernas quebradas. Mas, como eu sou muito persistente e tenho verdadeiro dom para isso, continuo dizendo que o Brasil está melhorando “para todos”. Continuo na perseverança, continuo acreditando naquela verdade científica, proferida há séculos pelo audacioso Voltaire “…Mentez, mentez toujours, il en restera quelque chose”, E se isso não é suficiente, então acredito, em nível mais elevado, na verdade sobre a mentira que o grande pensador Antônio Gramsci admoestou, que é preciso ter cuidado, porque a mentira dita muitas vezes de maneiras diferentes pode virar verdade. Por força desta crença, e antes de tudo e acima de tudo, eu não posso faltar à palavra e descumprir os acordos secretos e sigilosos dos poucos donos do mercado, que me apoiam diuturnamente. Embora eles permaneçam escondidinhos, protegidos por policiais e por juízes. Ninguém pode saber quem são. Só podem e devem aparecer os meus nobres e corajosos ministros. Ah, principalmente, o Parente. Estes, sim, são meus amigos fiéis e inseparáveis. Os verdadeiros novos “heróis da pátria” – da “Ordem e Progresso”. Assim, eu também quero ser herói. Exatamente do jeito que o justíssimo Moro se autoproclamou: “o herói do Brasil”. Com esta elevada nobreza, eu continuo ocupando o cargo de presidente do Brasil, porque conquistado e garantido pela Constituição brasileira. E digo a todos: “fico”. Orgulhosamente, Temer”.

Que bonito!

No curso da nossa história atual, primeiro veio a “tragédia” –  a força dos movimentos de rua e a força da mídia hegemônica usadas para o golpe do impeachment de Dilma. Agora, a “farsa” – o golpista Temer e a mesma mídia hegemônica usam a força policial e militar para acabar a greve e conter os movimentos de protestos. Ainda hoje fico entusiasmado e alentado quando leio, releio as correções que Marx faz aos pensadores e historiadores sobre o golpe de Estado de Luiz Bonaparte. Marx adverte: “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa […] Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”. E sobre o papel e a força individual do golpista Bonaparte, Marx escreveu: “Eu, pelo contrário, demonstro como a luta de classes na França criou circunstâncias e condições que possibilitaram a um personagem medíocre e grotesco desempenhar um papel de herói”.

Fico me inquietando e perguntando, atormentado diante das circunstâncias – tragédia e farsa – em que vivemos: como analisar as forças determinantes, no seu todo, responsáveis por este caos assustador? As respostas são longas, diversas e complexas, mas continuo convencido de que precisamos, mais do nunca, analisar a conjuntura caótica na relação com os fatores de produção da estrutura e as forças ideológicas da superestrutura.

O gosto e o amor pela leitura

O gosto e o amor pela leitura

O Felipe, menino de oito anos, aluno do 4º ano do ensino fundamental, leu os 12 Volumes de “Diário de um Banana” – Jeff Kinney – em dois meses, no total de 2.240 páginas. Uma leitura visual de texto impresso em papel – livro – portanto, não foi uma leitura de escuta auditiva, nem uma leitura virtual de tela eletrônica.

Neste tempo, o Felipe frequentou o colégio, está escrevendo o diário “A Saga do Felipe”, título que ele mesmo inventou, brinca com amiguinhos e amiguinhas no condomínio onde mora, desenha e pinta inúmeros quadros, e se diverte com jogos online no celular.

Todas e todos coleguinhas da sala do Felipe estão lendo visualmente o “Diário de um Banana”, conversam, comentam e inventam muitas histórias, interagem e compartilham muito as interpretações segundo a imaginação de cada uma e cada um. É claro, motivados, estimulados, animados pela professora.

Todas e todos tem e usam celulares. Aí fica a pergunta: a leitura visual de textos escritos – livros, gibis, revistas – está em plena, cabal e irreversível extinção? A “pedagogia da imaginação”, proposta por I. Calvino, está viva, hoje, no mundo criativo das crianças, ou estaria sendo devorada pela fantasia e ilusão do mundo do WhatsApp?

O império sedutor das maquinarias eletrônicas estaria aniquilando a imaginação, a criatividade e a vivência da estética na literatura, nas artes – pintura, música, dança – e nas brincadeiras corporais – parquinhos, playgrounds, esportes, jogos – das crianças durante 24 horas por dia, durante semanas, meses, anos inteiros?

Aí, sim, precisamos examinar o mundo da imaginação e o mundo da imagem, o mundo escrito e o mundo não-escrito, o império do “príncipe eletrônico” e a leitura visual dos livros impressos, enfim examinar o Texto em Sala de Aula e a escrita de histórias de vida e do mundo da imaginação das crianças, dos adolescentes e dos jovens em salas de aula.

Aí, sim, ler Bakhtin é vida, é ato responsivo de todos e de todas. Com Bakhtin, Calvino, Eco, e todos e todas que escreveram e continuam escrevendo o mundo-real e ficcional na estética da literatura local, nacional e universal sem fronteiras de línguas, de linguagens, de ideologias, de religiões, de pensamento, de filosofia… então para que persistir com teorias estruturalistas, formalistas, abstracionistas nas salas universitárias?

Há estudos científicos psicológicos, psiquiátricos, psicanalíticos, biológicos à exaustão, e todos apontando e alertando sobre os efeitos atrofiadores dos cérebros humanos pelo excesso e uso descontrolado sem limites da maquinaria eletrônica pelas nossas crianças, nossos adolescentes, jovens, adultos, velhos…É urgente examinar os benefícios e os malefícios do império da maquinaria eletrônica.

O celular aproxima os distantes e distancia os próximos. É a sociedade dividida ao meio: o lado bom e o seu oposto lado dos malefícios. Aliás, é necessário ver as contradições em tudo. Estas fronteiras só são possíveis de examinar pelo método dialético.

Universidades!

Universidades!

Universidades brasileiras, onde estais que não as vemos? O que falais e dizeis que não as escutamos? Qual o mundo que dizeis e qual o mundo que escreveis que não lemos? Porque escreveis o mundo escrito que escreveis? E porque não escreveis o mundo não-escrito?  Porque não fazeis a autocrítica do papel e da missão pública, hoje em decadência vertiginosa de que padeceis? E porque não fazeis a autocrítica (mea culpa) da vossa omissão coletiva? E porque não fazeis a crítica do momento histórico da conjuntura atual da política brasileira – atores, protagonistas, personagens, circunstâncias dos fatos e acontecimentos,  luta de classes pela hegemonia no poder? Enfim, porque não teorizais o real dado na perspectiva materialista histórica em processo de uma nova cultura da civilização da imagem telenovelizada?

A sensação clara e clamorosa que temos, hoje, é que as nossas universidades estão se sentindo frágeis – talvez omissas por acomodação e conforto corporal e mental – nos campos minados de disputas e lutas políticas do Brasil atual. As manifestações históricas de crítica consistente, de cientificidade dialética, da socialização pública dos conhecimentos, particularmente nos campos de história, ciência política, sociologia, literatura, artes visuais e musicais, presentes e vigorosas em noutros momentos da  história do Brasil, hoje, tristemente, estão ausentes nos espaços de nossas universidades. As raras manifestações de críticas são individuais, que expressam a consciência singular de cada um nas redes fascinantes do mundo virtual. São tempos do encantado, admirável e  fascinante mundo eletrônico – mundo da linguagem e imagem virtuais. A arte de narrar dos intelectuais de outrora foi extinta. No lugar da narrativa foi implantada imperiosamente a informação. Morreram os narradores intelectuais e nasceram os gloriosos comunicadores e apresentadores, mercantilizando a sensação sem eiras, nem beiras. Esta, sim, a sensação acabou de vez com a informação e a narrativa genealógica – oral  e escrita –  da história humana.

Diante desta nova civilização da imagem, onde estão, e tomados por qual postura teórica e metodológica, os nossos intelectuais – professores, pesquisadores, ensaístas, escritores, literatos, artistas…? No palco de acirramentos das lutas políticas, as nossas universidades públicas estão ausentes. Por acaso estão nos bastidores? No subsolo do palco? A sensação clamorosa é de que estão se sentindo frágeis no campo minado da luta de classes. Talvez, em nome da bendita, eterna e poderosa neutralidade ideológica-científica.

Magníficos reitores, prezados diretores, coordenadores, professores, pesquisadores, estudantes e servidores técnico administrativos, creiam-me, escrevi o que escrevi com profundo e elevado sentimento de sinceridade e desalento. Durante 40 anos lutei e continuo lutando por uma universidade mais engajada com os problemas reais e vivos, com potencial de transformações da nossa sociedade.